Dados levantados em 2017 pela Organizações das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), trazem diversas tendências que afetam diretamente o contexto de aumento da demanda e de produção de alimentos, e estão relacionadas ao segmento agroindústria. Dentre vários fatores, muito tem se discutido sobre a previsão do crescimento da população mundial, elevados níveis de urbanização e aumento da expectativa de vida. Tais fatores contribuem para que a demanda por alimentos seja expressiva em 2050, quando as estimativas presumem aproximadamente 10 bilhões de habitantes no planeta.

Nesse contexto, a produção de alimentos enfrenta desafios ainda mais complexos como mudanças climáticas e restrição de recursos naturais, crédito, seguro, abastecimentos de insumos e escoamento de safra.

Não basta aumentar somente a produtividade, é preciso utilizar uma abordagem mais abrangente, que envolva toda cadeia de produção e consumo para garantir a segurança e rentabilidade das operações.

A adoção de práticas de Gestão de Riscos Empresariais e uso de Novas tecnologias poderão estimular novas vertentes de agregação de valor e fabricação, com grandes possibilidades de aumento de competitividade dos setores agroalimentar e agroindustrial.

Agricultura 4.0 é o aproveitamento dos avanços nas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) na agricultura como forma de repensar e redesenhar processos ao longo de toda a cadeia de valor – do campo à mesa – abrindo possibilidades para a geração de uma gama de inovações para o mundo da agricultura e da alimentação, conceitua o presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Maurício Antônio Lopes.

Isso quer dizer que a agricultura conseguirá:

  • Promover comunicação integrada.
  • Visualizar e prever as condições meteorológicas para melhor gestão das lavouras.
  • Utilizar inovações baseadas em sensores capazes de fornecer dados cada vez mais precisos.
  • Automatizar variadas atividades nos setores agroalimentar e agroindustrial.
  • Monitorar e fazer intervenções precisas nos processos de gestão da produção agropecuária.
  • Utilizar sistemas avançados de monitoramento, rastreabilidade e controle que informem e assegurem sobre segurança e sustentabilidade dos alimentos.

 

A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, os processos de produção se tornam cada vez mais e­cientes, autônomos e customizáveis. Além disso, propõe-se a empregar métodos computacionais de alto desempenho, rede de sensores, comunicação máquina para máquina, conectividade entre dispositivos móveis, computação em nuvem, métodos e soluções analíticas para processar grandes volumes de dados e construir sistemas de suporte à tomada de decisões de planejamento e manejo.

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